A razão indolente
ou a razão preguiçosa:
ou a razão preguiçosa:
"Se o futuro é necessário e o que tiver de acontecer acontece, independentemente do que fizermos, é preferível não fazer nada, não cuidar de nada e gozar apenas o prazer do momento."
Esta razão é indolente porque DESISTE de pensar perante a necessidade ou o fatalismo! Essa razão displicente que não sente necessidade de PROVAR a sua liberdade... Bloqueada pela impotência AUTO-INFLIGIDA e pela displicência, a experiência da razão indolente é uma experiência limitada, tão limitada quanto a experiência do mundo que ela pretende criticar.
São todos reis, no alto de seus castelos hipotéticos, em seus peitos hipotéticos, que se libertaram do mundo cruel e já não desejam mais participar dele junto ao resto dos reles homens e mulheres! É possível ouvir seus pensamentos: - "Que se matem, bárbaros! Eu, junto de meus amigos transcendentais, me furtarei a tal degradação..."
Passai pelo meu desprezo, pretensiosos!
Boaventura de Sousa Santos
Boaventura de Sousa Santos
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