quinta-feira, 30 de maio de 2013
agorinha,
eu pintava um quadro. numa explosão, esqueço que eu tô no meu quarto,
que há uma cama e parede, roupas, há coisas. sujo a cama, a parede, as
coisas - nada de muito grave. meu pai entra e profere um sermão; tento
explicar que aquelas gotas de tinta não fazem a menor diferença -
continuarei me cobrindo, me sentando, as coisas continuarão sendo e
funcionando, realmente!!; outro sermão e ele
sai. claro, sujar a propriedade significa, aqui, não protegê-la. sujar a
propriedade significa transformá-la em parte do meu trabalho, parte de
mim, utilizando um raciocínio que é muito anterior à falação liberal.
sujar a boca comendo qualquer coisa é participar do processo
intimamente; não pode! o feijão no dente, a mancha de desodorante
naquela blusa branca também; o suor que molha a roupa, a menstruação
inesperada, tudo o que é sujeira é exposição, é você... é risível! era
só isso q eu queria falar agora, como eles são geniais... a jogada da
limpeza e toda a subjetividade que carrega é bizarramente genial e
nojenta
segunda-feira, 27 de maio de 2013
vinte
e poucos anos, uma idade do caralho! interessante: antes dos vinte,
quase todas as amizades ou contatos de média relevância (os "conhecidos
queridos") eram sexualizados, mesmo que minimamente, e (quase) sempre
contemplativamente. isso me confundia muito, mas me divertia muito
também. além disso, eu comparecia a muitos aniversários só pra bater
cartão; eu tinha medo de recusar um evento na internet; eu tinha medo de
notas menores que oito e medo de atender o celular perto de posto de
gasolina. eu me depilava mais, me enfeitava mais e citava referências
musicais e literárias pra conseguir me definir com clareza pros outros.
até quando eu escrevia, as palavras era mais robustas, eruditas... hoje
eu escrevo assim, como num diário mesmo. simples, fácil, foda-se.
as
amizades anteriormente sexualizadas hoje permanecem como grandes
pessoas na minha vida - pessoas que movem meus sentimentos em milhões de
direções sem necessariamente os hormônios se imporem
no meio do jogo, como acontecia na adolescência. também é incrível. e
tb noto todo dia, mesmo que com baixo nível de consciência, que GRANDES
amigos estão distantes de mim, e eu deles. são pessoas das quais eu
recordo todo santo dia, Olívia, Micael, Karina, Igor, Carol, Tati,
Emiliano, Nathalia, Dani, Dom, Thiago, Yasmin, Gabriel, Luciana,
Guilherme, tanta, tanta gente. não sei o que fazer pra manejar minha
vida nesse sentido. hoje eu quase não vou a aniversários - não entendo
muito bem o pq - minhas congratulações duram semana, olhares, abraços, e
não um dia! tem gente que não entendeu isso ainda. hoje eu não me
arrumo tanto pra sair na rua - acho tb que entendi que o esforço
decorativo é muito mais legal quando voltado pra dentro, sem muita
vaidade. entendi tb que a mais honesta referência que posso citar é a
minha própria, recorrendo a grandes nomes só quando o ideal da terceira
pessoa (o referencial) realmente me cativa, me move. acho que ando
aprendendo tb a me sensibilizar menos para poder me comover mais.
co-mover.
dia 27 de maio, segunda, 21 anos. sei lá!!!
sexta-feira, 24 de maio de 2013
e(terna) manipulação de nossas idiossincrasias... duro trabalho de andar na linha do trem que nós próprios construímos, de encarar a arma que nós próprios apontamos para nossas caras, eterna e dura vigília da nossa integridade, duro trabalho de, secretamente, se ser justamente o que não se é, de modo a construir-se um EGO e não um EU - de modo a amenizarem-se as culpas sentidas durante o manejo da realidade, já que quem erra é um ego construído e manipulado, e não um EU essencial.
terça-feira, 21 de maio de 2013
errar é um processo de explosão talvez bastante inconsciente de criatividade, de originalidade e carrega até uma camada de honestidade. tenho pra mim que assumir os próprios erros, para além de representações sociais, é uma processo fodaraço de auto-conhecimento verdadeiro e dá pra fazer muita coisa com isso. o erro sou eu, o acerto são vcs em mim!!!
sexta-feira, 17 de maio de 2013
morte ao ontem
já foi o tempo da poesia
já foi o tempo da prosa
cruzamos a linha e o novo tempo está realmente nascendo e não há espaço para saudosismos
é nítido
para os apegados, puritanos e apagados
não se desesperem
não há tempo mais dourado que o atual
superem
já foi o tempo da prosa
cruzamos a linha e o novo tempo está realmente nascendo e não há espaço para saudosismos
é nítido
para os apegados, puritanos e apagados
não se desesperem
não há tempo mais dourado que o atual
superem
mensagens do pós sono
suspirei
suspirei forte
suspirei forte o nome da menina na árvore
e acordei
(das vivências que acontecem quando se está dormindo - frente a tamanha complexidade de sensações, só nos resta esquecer essa imensa parte das nossas vidas)
suspirei forte
suspirei forte o nome da menina na árvore
e acordei
(das vivências que acontecem quando se está dormindo - frente a tamanha complexidade de sensações, só nos resta esquecer essa imensa parte das nossas vidas)
quarta-feira, 15 de maio de 2013
durante o caminho pra faculdade que perspectivo toda a minha vida, a relação que mantenho com meu pai há anos, meus amigos que me ocupam as noites restantes, a vida que levo.. e tudo parece poder continuar sem mim. como um cenário para o qual eu pareço ter contribuído logo no início, mas que faz tempos que já não me diz nada. mas, faz uns dias, um abraço me resgatou... e tudo é bom!
sexta-feira, 10 de maio de 2013
idealização
e realização... ambos movem e comovem... a hierarquia entre os dois
pode sim sumir e é interessantíssima a partir do momento em que se
esquece essa babaquice de trauma e frustração.
e então, quando a idealização e realização se fundem - delírio - o nível mais honesto e intenso de sanidade
e então, quando a idealização e realização se fundem - delírio - o nível mais honesto e intenso de sanidade
sexta-feira, 3 de maio de 2013
não quero ser um homem que lê poemas
que vê filme francês
que fala francês
que cheira bem
que conhece a filosofia e fala de dialética
que pinta o rosto
que reproduz as cifras dos amores antigos quero entender a COSMOLOGIA da vivência
quero um ouvido sutil que apreende os brilhantes e elevados diálogos do SILÊNCIO
que participa do outro lado das coisas
que carrega o murmúrio invisível das florestas
e, dos encontros,
quero a ALQUIMIA da alma e matéria porque
a matéria
sozinha
é mentira
e a matéria
em estado de mentira
violenta a alma
(já diariamente violentada... a alma, preciosa parte de nós que nos conecta ao poema, ao filme, à lingua, ao sexo)
assim, dos encontros
quero permanentemente ativada a memória poética - fusão de alma e
matéria, refúgio de uma vida inconclusa ("Para ser grande, sê inteiro:
nada teu exagera ou exclui/ Sê todo em cada coisa/ Põe quanto és/ No
mínimo que fazes)
dos momentos
não os quero como mera interação cronológica entre matéria e espaço
quero-os, na medida do possível - ou, melhor dizendo, do humor do dia -
como celebração da harmonia matéria-alma; na direção permanente da
memória poética
não quero minha vida como aposento da matéria - digo, não quero minha vida à mercê das comoções supérfluas e dos maus-cheiros
tampouco quero-a como aposento da alma - digo, não quero minha vida
como cárcere lácteo, lugar de recolhimento oco e odor de uma abadia
quero, de tudo, o ENCANTAMENTO conduzido pela sinfonia fundamental da alma e da matéria.
e, pensando desta forma
aguardo meus cem anos de solidão
o sentir ocorre antes do pensar - o pensamento é um sentimento banhando na personalidade e inevitavelmente carrega todos os seus males - o sentir pode ser coletivizado; o pensar, não - afinal, ocorre que talvez todos nós sintamos o mesmo, em todas as direções e sentidos... mas pensamos de maneira diferente - nos afastamos - é o destino de toda a humanidade em sua versão individualista, vaidosa e egoísta: a separação. ilude-se quem pensa que andamos mais unidos ou reunidos. ilude-se quem pensa.
March 15 2013, 5:12 PM
by Jessica Sol
A: homem, cê tá aqui ou lá?
não me venha com esse seu papo colorido de que cê tá por toda parte
que isso é agressivamente verdadeiro e meu peito
agora
não consegue imaginar-te em um espaço diverso do que existo
agora
agora...
hm, eu não sei mais o que falar assim, liricamente, agora
eu forcei essa sensibilidade barata pra te convencer que sou diferenciada!!
aliás, por que você ainda tem essas fotos da sua ex no celular? e esses históricos?
e aquela poesia que você, que nem escreve, vomitou no último papel da
agenda de 2011, o que aquilo faz ali ainda? e aquele quadro que sua
amiga metida a artista te fez, vc pode tirar aquela merda do seu quarto?
e se vc quer saber, cansei das suas recordações nostálgicas daquela
rockeira escrota dos seus 15 anos, cansei d...
amor?? amor, cadê você????
March 13 2013, 9:35 AM
by Jessica Sol
"adapte a si mesmo", escrito na filosofia da propaganda e do mundo onde o verdadeiro é apenas um tempo do falso.
"adapte a ti mesmo à máquina desejante que não é você", escrito nas paredes das instituições.
"não adapte-se a si mesmo", isto é, não queira ser você, mas adapte você, falado pelas terapias.
"adapte a ti mesmo x adapte-se a si mesmo", grafado com cinzas na minha cabeça.
"adapte a ti mesmo à máquina desejante que não é você", escrito nas paredes das instituições.
"não adapte-se a si mesmo", isto é, não queira ser você, mas adapte você, falado pelas terapias.
"adapte a ti mesmo x adapte-se a si mesmo", grafado com cinzas na minha cabeça.
January 30 2013, 10:30 AM
by Jessica Sol
há uma mulher atravessada em minha garganta!!!
aquela amiga que enche o som do meu quarto vindo do seu riso
aquela meio moça do sexto andar que me analisa à láctea luz do elevador
aquela minha mãe que metia o nariz justamente aonde era chamada
aquela parente que me frita batatas revelando as histórias do tempo em que eu não nascia
aquela classmate de olhos claros que não reluta em lançar sua
curiosidade em cima da minha nuca aveludada, quase pesa os meus ombros
aquela irmã que tropeça pela vida com toda a maestria do número 18 de seus anos
aquela leiga pistoleira, mulher de picasso, que nos enrola nossos cigarros e me põe a encarar a verdade e o amor
há um homem também, que me segura a mão esquerda e me enreda em seu livro-vida frenético e eu sou apenas
uma mulher!!
atravessada em minha garganta
January 20 2013, 5:41 PM
by Jessica Sol
-
Olívia Janotvc que se cobra ser essa jéssica o tempo todo...
-
Jéssica Solmas ach que desde micael eu nao sou mais, cara!!!
acho que morreu qd nathalia se apaixnou por mim, na real
com o micael foi meu auge
daí
durou até nathalia entrar na minha vida, eu acho
vc nao ve que um troço qualquer morreu em mim nao?
pode dizer!
-
Olívia Janotsei lá
-
Jéssica Soleu era encantadora, eu mesma me encantava comigo, olivia
-
Olívia Janoteu discordo, cara
-
Jéssica Solfico muito mais calma de verdade
de vc dizer que nao acha
mas preciso ME convencer a relaxar
-
Olívia Janotah cara, sério... eu gosto de vc sentada na mesa do computador lendo em voz alta a materia da prova... eu acho encantador! nao precisa ter nada demais, as coisas nao sao assim, sei la...
é! exatamente... vc tem qeu se convcener
-
Jéssica Solbrigada por vltar, olivia!!
por ter falado comigo etc
vou tentar parar de me desculpar
-
Olívia Janottenta nao se culpar, é mais importante...
e olha pra vc agora com um pouco mais de carinho... sei lá
enfim... é que é meio louco nao considerar que a gente muda. e é muito doloroso ficar rotulando de melhor ou pior
-
Jéssica Solputz, é verdade
vou postar isso n meu blog, pra nao esquecer
January 12 2013, 10:44 AM
by Jessica Sol
Eu adoro todas as coisas
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo...
Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.
Dá-me lírios, lírios, e rosas também.
Crisântemos, dálias, violetas e os girassóis acima de todas as flores.
Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.
Minha dor é inútil como uma gaiola numa terra onde não há aves.
E minha dor é silenciosa e triste como a parte da praia onde o mar não chega.
Álvaro de Campos
E o meu coração é um albergue aberto toda a noite.
Tenho pela vida um interesse ávido
Que busca compreendê-la sentindo-a muito.
Amo tudo, animo tudo, empresto humanidade a tudo...
Pertenço a tudo para pertencer cada vez mais a mim próprio
E a minha ambição era trazer o universo ao colo
Como uma criança a quem a ama beija.
Eu amo todas as coisas, umas mais do que as outras,
Não nenhuma mais do que outra, mas sempre mais as que estou vendo
Do que as que vi ou verei.
Penso nisto, enterneço-me mas não sossego nunca.
Dá-me lírios, lírios, e rosas também.
Crisântemos, dálias, violetas e os girassóis acima de todas as flores.
Mas por mais rosas e lírios que me dês,
Eu nunca acharei que a vida é bastante.
Faltar-me-á sempre qualquer coisa,
Sobrar-me-á sempre de que desejar,
Como um palco deserto.
Minha dor é inútil como uma gaiola numa terra onde não há aves.
E minha dor é silenciosa e triste como a parte da praia onde o mar não chega.
Álvaro de Campos
sensação de que a sua vida está se passando em algum outro lugar
December 25 2012, 7:36 PM
by Jessica Sol
assim: como
se o que vc deveria ser, a vida que vc deveria ter, tudo o que vc
deveria sentir..estivesse acontecendo...mas a parte de você,
em algum outro lugar
e vc aqui
de figurante na vida dos outros
no sentimento dos outros
na cama dos outros
(pra ser lido no contexto de uma cabana)
quem ama não pode
esperar nada de quem tudo se quer
por isso, conta comigo
pra qualquer destino
meu abismo, meu abrigo
SÓ SE VIVE O QUE SE AMA!
e assim acaba
o poema da cabana!
esperar nada de quem tudo se quer
por isso, conta comigo
pra qualquer destino
meu abismo, meu abrigo
SÓ SE VIVE O QUE SE AMA!
e assim acaba
o poema da cabana!
November 6 2012, 7:42 PM
by Jessica Sol
aonde há espaço para subjetividades, há espaço para a corrupção, para a mentira, para o falseamento da realidade;
entretanto, somente na subjetividade é possível o livre exercício da personalidade e do espírito.
como resolver o dilema sem a imposição de contratos que castram a subjetividade em prol da objetividade?
amando e confiando. e aprendendo que cada ser humano é um universo.
entretanto, somente na subjetividade é possível o livre exercício da personalidade e do espírito.
como resolver o dilema sem a imposição de contratos que castram a subjetividade em prol da objetividade?
amando e confiando. e aprendendo que cada ser humano é um universo.
nao mais coro
November 6 2012, 7:40 PM
by Jessica Sol
a gente dançaa gente encontra
a gente versa
a gente indica
a gente celebra
a gente goza
a gente faz umas viagens
mas
a gente
não
mais
cora,
avermelha,
enrubesce
envergonha-se...
afeto desafetado
cora,
avermelha,
enrubesce
envergonha-se...
afeto desafetado
people are broken
July 25 2012, 4:31 PM
by Jessica Sol
some people in this world are broken and want to spread their misery.
people who spend all the weekend sitting in their room chair talking
bulshit on internet and who think are saying something relevant. people
who think they know something about life when they don't at all and
belittle and criticize those that are "different" from them. BITCH,
PLEASE. take it easy and live life with tenderness fun and playfulness.
July 25 2012, 4:29 PM
by Jessica Sol
"você quer comer um pouco do meu biscoito?" "você quer um cigarro, um
conselho, ir a minha festa, você quer se sentar no meu lugar?" toda
forma de educação é a simulação de amor, carinho ou cuidado. por
educação, você me oferece, e eu, por educação, nego. o 'oferecer' e o
'negar' são vetores que se anulam por causa da maldita EDUCAÇÃO!!!
QUANDO as pessoas vão aprender a fazer as coisas por AMOR, CARINHO OU
CUIDADO, E NÃO POR "EDUCAÇÃO"???
July 25 2012, 4:27 PM
by Jessica Sol
1- fazer com que as pessoas acreditem que são diferentes pra valer;
2- fazer com que elas pensem que são tão diferentes, mas tão diferentes
que devem fazer movimentos para provarem que são iguais - movimentos
distintos, não unitários;
3- fazer com que esses movimentos e esse
sentimento de originalidade e vanguarda separem cada vez mais as
pessoas; surgem nichos que não são capazes de se comunicar, apenas se
atacar
4- a este ponto, todos vestem uma camisa de solidariedade,
que de solidária não tem nada pois todos estão preocupado demais lutanto
por seus próprios problemas, dentro de seus nichos. todos estão
preocupados demais com seus discursos fátuos, slogans e palavras de
ordem mais destinados à mobilização do que à produção gradual de uma
consciência COLETIVA. 5- será pensado que o mundo é uma merda já
que você provavelmente se encontra num desses nichos e não é mais capaz
de compreender o outro lado e, quando compreende, é com a arrogância
de um "tadinho, não está entendendo nada.". não há verdadeiro diálogo;
há apenas um monte de gente ressentida e incapaz de compreender de
coração. pessoas que não largam suas convicções por nada nesse mundo.
6- reclamaremos que o Estado já não existe, que o Estado caga para
nós. irônico!!! nós esvaziamos a DEMOCRACIA de conteúdo, mas
continuamos falando em uma democracia sem saber muito bem do que
estamos falando. utilizamos uma série de conceitos que vêm de um outro
tempo – e que tornam vazios, porque o tempo mudou! – da maneira que é
conveniente.
cada um no seu quadrado, cada um no seu nicho.
reclame frequentemente com seus amigos; reclame trimestralmente nas
ruas. reclame que o Estado é uma merda, mas faça concurso público!!!
censure todos aqueles que não compram a sua briga; aquela "tolerância"
típica do século XXI! e vá dormir sem entender muito bem a vida que está
levando e admitindo, secretamente, uma série de lacunas no caminho...
essas lacunas são a semente do futuro? significam a separação cada vez
mais entranhada entre as pessoas, forjada por um discurso falacioso de
"liberdade e coletivismo"? essas lacunas signifcam o que? eu sei lá!
só quis escrever sobre minha primeiras impressões, imaturas e mal
pensadas, sobre o afogamento do Estado pelos próprios cidadãos...
July 10 2012, 10:50 PM
by Jessica Sol
inmal ist keinmalonce is never
será que é por isso que as pessoas se relacionam?? para domar esse "inmal ist keinmal!" através do "eterno retorno"? repetir os mesmos erros, acertos, mesmas cenas para legitimá-las no tempo, etc??? acreditar que eles existem, que não são uma ilusão, que existem CONCRETAMENTE, pois voltam, e voltam, e se tornam palpáveis???
June 1 2012, 10:28 AM
by Jessica Sol
em silêncio e no calor, no dia do meu aniversário,me coloco na janela e olho adiante. fumando um cigarrinho. você tá longe... e tão perto. esse dualismo é tão clichê e idiota mais é tão negativamente arrebatador! em silêncio as cortinas da noite silenciam também as ruas e quando eu me deito com meu laptop na barriga e escrevo isso eu penso as frases de galeano "não consigo dormir, há uma mulher atravessada em minhas pálpebras!! uma mulher atravessada em MINHA GARGANTA!! estou à beira de um abismo!!!!!!" e sem censura alguma eu faço uma viagem silenciosa até você.
June 1 2012, 10:19 AM
by Jessica Sol
te
procuro em poemas, canções, roupas, filmes (acabei de te dizer que vc
se parece com fulano do filme tal...). E, não elucidado se fardo ou
não, vou procurá-la a vida inteira.
no mundo todo.
às vezes te encontro, se não a
encontro,
não desanimo
procuro sempre.
às vezes te amo também. e às vezes, mesmo,
o amor é variante
é escapado e distraído, por isso, sim, sem hipocrisias
não vou te amar todo o tempo, porque isso é mentira, porém
procurar...
procuro sempre, e minha procura
MINHA PROCURA, acima de qualquer compromisso, namoro, casamento,
nathalia, entenda. a minha procura
ficará sendo
minha palavra.
June 1 2012, 10:18 AM
by Jessica Sol
quero refletir, quero incorporar ao nosso dia a dia a dádiva da nossa espécie: o raciocínio, quero refletir!!! viver, viver e refletir, quero conversar com você, trocar versos, versar, ficar inteligente, crescer, quero ser grande, e quero ser esperta, quero odiar a vida e reclamar, quero amar a vida e sorrir como quem vive no sorriso o verdadeiro elogio à vida (isso deu um texto q eu acabei de publicar no meu mural...). Enfim... não sei, não sei mesmo se vamos nos casar. Não sei se vamos nos separar em um par de meses, não sei. Mas eu espero te encontrar, o mais breve possível, INTEIRA PRA MIM, E NÃO PELA METADE. Inteira para que possamos ser inteiras. E a minha espera, nathalia, é a minha palavra!
7 de maio
May 20 2012, 9:10 PM
by Jessica Sol
nosso coração tem esse jeito estranho de transitar em pouco tempo entre
estados antagônicos: num momento, impera Rimbaud, que diz que "eu é um
outro"; e depois, parece que "um é pouco, dois é muito"; e depois,
parece que "eu é um outro" de novo; e depois... rollercoaster of love
9 de maio
May 20 2012, 9:08 PM
by Jessica Sol
“Estava mais angustiado que um goleiro na hora do gol
Quando você entrou em mim como um sol no quintal”
E aí ficou tudo lindo
Lindo, lindo, linda
Você é linda
Como o interior do Rio de Janeiro
Como a Bahia guardada no seu coração
Mas essa eu não conheço
Eu sei que por onde eu andei
eu vi coisas bonitas
tornei coisas bonitas
e bonita me tornei
Mas quando você entrou em mim como um sol no quintal
Aí eu fui linda!!
E esses dias em que eu choro
É que eu não escutava o que você dizia
e que você não escutava o que eu dizia
e eu virava o rosto e rejeitava a sua áurea de anjo
e eu não te olhava
e aí eu chorei
Ficou só o barulho do mundo e das coisas
Porque sem te ouvir, te olhar e sem ser o seu quintal
Eu não sou linda nem sou bonita,
eu sou sozinha
E sozinha sem o nosso escutar, tocar e sem o nosso quintal ensolarado
Eu sou alguém que procura um desaparecido
Com um coração que não sente, só espera
Eu sou alguém que olha o céu e se arrepende do passado
e se arrepende da família, das raízes, da carreira mal escolhida
do medo de viver, de ser boba, do medo de escrever versos bobos
e de ter achado aquele pedaço de céu que faz a gente pensar no passado
Em noites como essa eu te apertei nos meus braços magros
Beijei-te tantas vezes sob esse céu infinito e indagador!
Isso tudo porque por um segundo você foi embora
E eu fiquei sozinha
E eu não tinha cor, não tinha propósito e nem quintal
Mas você voltou e agora eu vou pensar que a vida é boa;
que você a gente é todinha a metáfora do sol e do quintal;
E que eu quero me casar
Quando você entrou em mim como um sol no quintal”
E aí ficou tudo lindo
Lindo, lindo, linda
Você é linda
Como o interior do Rio de Janeiro
Como a Bahia guardada no seu coração
Mas essa eu não conheço
Eu sei que por onde eu andei
eu vi coisas bonitas
tornei coisas bonitas
e bonita me tornei
Mas quando você entrou em mim como um sol no quintal
Aí eu fui linda!!
E esses dias em que eu choro
É que eu não escutava o que você dizia
e que você não escutava o que eu dizia
e eu virava o rosto e rejeitava a sua áurea de anjo
e eu não te olhava
e aí eu chorei
Ficou só o barulho do mundo e das coisas
Porque sem te ouvir, te olhar e sem ser o seu quintal
Eu não sou linda nem sou bonita,
eu sou sozinha
E sozinha sem o nosso escutar, tocar e sem o nosso quintal ensolarado
Eu sou alguém que procura um desaparecido
Com um coração que não sente, só espera
Eu sou alguém que olha o céu e se arrepende do passado
e se arrepende da família, das raízes, da carreira mal escolhida
do medo de viver, de ser boba, do medo de escrever versos bobos
e de ter achado aquele pedaço de céu que faz a gente pensar no passado
Em noites como essa eu te apertei nos meus braços magros
Beijei-te tantas vezes sob esse céu infinito e indagador!
Isso tudo porque por um segundo você foi embora
E eu fiquei sozinha
E eu não tinha cor, não tinha propósito e nem quintal
Mas você voltou e agora eu vou pensar que a vida é boa;
que você a gente é todinha a metáfora do sol e do quintal;
E que eu quero me casar
May 20 2012, 9:06 PM
by Jessica Sol
hoje dei um último beijo nuns sonhos
assim, já sem rotina e sem esperança
tudo errado
um beijo desajeitado
um beijo de pai que não sabe mais ter intimidade com os filhos
um beijo de jessica que ignorava que tinha aqueles sonhos
e os encarou e começou assim, o beijo
com o reconhecimento da sua exitência
e claro, o choro
os sonhos antigos, agora beijados
rejeitados
e enterrados
não chegam nem a inspirar novos filhos!
muito triste...
quase ouvi os seus passos lentos
tentando impedir a minha fuga apressada
"um troço qualquer morreu..."
ainda a minha vida não tocou o fundo do poço
e já morreram quase todos os sonhos...
assim, já sem rotina e sem esperança
tudo errado
um beijo desajeitado
um beijo de pai que não sabe mais ter intimidade com os filhos
um beijo de jessica que ignorava que tinha aqueles sonhos
e os encarou e começou assim, o beijo
com o reconhecimento da sua exitência
e claro, o choro
os sonhos antigos, agora beijados
rejeitados
e enterrados
não chegam nem a inspirar novos filhos!
muito triste...
quase ouvi os seus passos lentos
tentando impedir a minha fuga apressada
"um troço qualquer morreu..."
ainda a minha vida não tocou o fundo do poço
e já morreram quase todos os sonhos...
February 7 2012, 6:09 PM
by Jessica Sol
queria guardar em mimessa frieza de menina
essa voz calma que não grita
esse dizer que está tudo bem porque a gente se ama
queria me dobrar à sua presença
e caber onde você puder guardar
por ora, na sua mochila preta.
no brilho doce do veneno em seus lábios,
esse lábios grossos de menina
e rosas, eles têm veneno, eu juro
e eu juro que quero beijá-los
eu juro que quero
para compactuar com você,
com seus sopros indecisos no meu ouvido
e suas curvas mornas
no seu rosto infantil
e no meu resto
febril
January 31 2012, 8:23 AM
by Jessica Sol
Ama-me. É tempo ainda!! Interroga-me. Grita!!!
E eu te direi que o nosso tempo é agora.
Sorri oenquanto penso em qual lugar da sala guardarás o meu verso.
Entristeço quando me questiono se eu te pareço bela, de fato..
Falas tanto que tantas são belas! Que aquela é bela! E sorri para elas...
Eu te pareço bela?
Ou apenas te pareço mais poeta talvez, e menos séria?
Eu te pareço culta, louca, pura, moça? Ou é mesmo verdade que tu nunca soubestes?
Nunca me soubestes...
Lembra-te do vermelho das carícias; do amarelo de meu quarto; e também das tintas de um ciúme antigo, derramado. E não me uses como álibi o meu corpo cheio de conquistas: ele agora é teu, se encontra ausente de lábios e mãos carinhosas que não sejam as tuas; e jamais recrimine o meu ciúmes pois ele causa dor e afastamento. Verdadeiramente.
Afora tudo,dona da minha vida
Lembra-te de nós. Em azul. Azul que é a cor das coisas eternas.
E eu te direi que o nosso tempo é agora.
Sorri oenquanto penso em qual lugar da sala guardarás o meu verso.
Entristeço quando me questiono se eu te pareço bela, de fato..
Falas tanto que tantas são belas! Que aquela é bela! E sorri para elas...
Eu te pareço bela?
Ou apenas te pareço mais poeta talvez, e menos séria?
Eu te pareço culta, louca, pura, moça? Ou é mesmo verdade que tu nunca soubestes?
Nunca me soubestes...
Lembra-te do vermelho das carícias; do amarelo de meu quarto; e também das tintas de um ciúme antigo, derramado. E não me uses como álibi o meu corpo cheio de conquistas: ele agora é teu, se encontra ausente de lábios e mãos carinhosas que não sejam as tuas; e jamais recrimine o meu ciúmes pois ele causa dor e afastamento. Verdadeiramente.
Afora tudo,dona da minha vida
Lembra-te de nós. Em azul. Azul que é a cor das coisas eternas.
December 19 2011, 2:43 PM
by Jessica Sol
porque dois mil e doze ficou longe e a minha
vontade de acreditar foi devorada pelo passado real que ainda me vem
pelos sonhos. não vou pegar minhas coisas e virar as costas feito filme
francês, mas eu vou embora de você, um pouco. vou parar de pensar que
poderia ser. parar de imaginar o beijo se repetindo dentro de um quarto
inundado por livros que me apaixonam.
October 10 2011, 8:04 AM
by Jessica Sol
quando assim, mesmo com sono, fico acordada
até tarde, sinto vontade de chorar vendo o relógio, imaginando q deveria
estar dormindo desde no mínimo a meia-noite e ainda tou aqui, e sinto
vontade de chorar pq terei de levantar às 6 e entaoterei dormido menos
de 5 horas e isso é tão pouco na minha concepção, e então fico pensando,
mas q besteira chorar por isso, só pq o tempo é incontrolável?, isso ñ é
razão, mas q meus olhos se enchem de lágrimas, sim, se enchem, e eu hje
penso q tenho um motivo muito mais sério para chorar e não choro,
apenas ergo as esperanças no + alto e grito dentro da cabeça, vai dar
tudo certo, mas que os olhos se enchem de lágrimas, sim, se enchem, e as
horas passam e o céu da madrugada é cor-de-rosa, q é a cor q o cinza
fica nas nessas horas, e chove baixinho, é um sussurro de chuva, e, qdo a
chuva sussurra, o nome disso é garoa, e sinto sede, e novamente penso
pq foi que fiquei aqui até agora, mesmo com sono, mesmo c/ a cabeça
pesada, por quê?, lendo o que eu poderia ler a qualquer outra hora, pq
justamente agora?, e de novo a rima, e de novo a rotina, e de novo mais
uma semana, mas esta será uma semana apreensiva, e esta semana me dói
exatamente no lado esquerdo e naoé no coração, é no seio que me
amamentou, por isso meus olhos se enchem de lágrimas, sim, se enchem, de
ver que o tempo depressa demais tem passado... o tempo passou e levou
minha mãe, meu avô, meu primo... levou felicidades e tristezas, tudo o
que ele me trouxe ele levou, levará...
o tempo passou e há uns dias atrás me trouxe você. e pensando q vc agora pra mim existe, o mundo não precisa nem mais girar! espero q o tempo nao me decepcione de novo,nao memostre q estou errada, espero q ele nao te leve tambem,espero q vc nao resolva ir.
o tempo passou e há uns dias atrás me trouxe você. e pensando q vc agora pra mim existe, o mundo não precisa nem mais girar! espero q o tempo nao me decepcione de novo,nao memostre q estou errada, espero q ele nao te leve tambem,espero q vc nao resolva ir.
October 2 2011, 11:49 AM
by Jessica Sol
Não sei se quero almoçar contigo enquanto estiver no estado de frangalhos em que estou…
Não sei se quero almoçar contigo enquanto não decidir o que vou fazer da minha vida.
Não sei se quero almoçar contigo enquanto tiver medo de me apaixonar por ti.
Não sei se quero almoçar contigo enquanto vc tiver essas suas conversas pragmáticas.
Acho que é hora de ir...
Não sei se quero almoçar contigo enquanto não decidir o que vou fazer da minha vida.
Não sei se quero almoçar contigo enquanto tiver medo de me apaixonar por ti.
Não sei se quero almoçar contigo enquanto vc tiver essas suas conversas pragmáticas.
Acho que é hora de ir...
October 2 2011, 11:32 AM
by Jessica Sol
Narrador: -Receoso que Maria ainda sonhe
consigo, Pietro passa agora os seus minutos de intervalo entre os
espetáculos, lembrando Maria que o esqueça...
Maria volta agora ao seu estado de catavento emocional, e nós ficamos sem folhetim para a hora do jantar...
(a vida volta a ser a mesma... estranho como as pessoas fazem escolhas das erradas!)
Maria volta agora ao seu estado de catavento emocional, e nós ficamos sem folhetim para a hora do jantar...
(a vida volta a ser a mesma... estranho como as pessoas fazem escolhas das erradas!)
September 29 2011, 8:35 PM
by Jessica Sol
Algo está mal.
Algo está mal quando...
Algo está mal quando já não temos paciência para as pessoas das quais mais gostamos.
Algo está mal quando já não conseguimos enfrentar as situações da vida e começamos a construir um labirinto interno como forma de fuga. Algo está mal quando temos que estar sempre high, com música, com becks, com a luz branca do facebook perfurando o meu cérebro, com livros pesados, com caminhadas na praça saens pena cheia de gente que eu não conheço e me olha.
Algo está mal quando a nossa vida parece um filme saído de um livro de Goethe.
Jéssica, 23 de Março de 2011 às 22:45.
Algo está mal quando...
Algo está mal quando já não temos paciência para as pessoas das quais mais gostamos.
Algo está mal quando já não conseguimos enfrentar as situações da vida e começamos a construir um labirinto interno como forma de fuga. Algo está mal quando temos que estar sempre high, com música, com becks, com a luz branca do facebook perfurando o meu cérebro, com livros pesados, com caminhadas na praça saens pena cheia de gente que eu não conheço e me olha.
Algo está mal quando a nossa vida parece um filme saído de um livro de Goethe.
Jéssica, 23 de Março de 2011 às 22:45.
September 7 2011, 1:48 PM
by Jessica Sol
minha amiga úrsula, cega desde seus 3 anos de idade, disse uma vez que o tempo dá voltas e que a gente sempre retorna ao princípio... antônio confirmou que nossos ídolos ainda são os mesmos... marina disse que a gente ouve, cheira, sente sem escolher, mas que temos controle sobre a visão... fernando comentou que amarrava os sapatos do mesmo jeito que seu pai... e acompanhada das pessoas maravilhosas da minha vida, tenho chegado a bastantes elucidações... obrigada.
sempre gostei dessa imagem,olho mil vezes pra ela e logo me ocorrem outras, de westerns do clint eastwood, das lambretas, das pin-ups das playboys de 70 e dos calendários, até daquelas canetas com mulheres nuas que eu inclinava pra despir e vestir com uma roupa preta, vezes sem conta, nas tardes sem televisão em casa dos meus avós. e lembro-me do paul newman.e wilson simonal. e tanta coisa, até dela eu lembro!
May 10 2011, 7:27 PM
by Jessica Sol
Eu uso chinelos na chuva e você um sorriso que
não limpará as minhas dúvidas, eu me confundo com o tremeluzir das
luzes nos pontos de ônibus e enfim começo a tirar meus casacos velhos
do armário, já desbotados, já sem cores, e sobre as cores, por um
segundo tenho vontade de reformar o tempo pra que ele volte e se vista
num preludio de cores. as nossas vidas, desse jeito, a minha e a sua.
mas esqueço a ideia ao me recordar da minha pequenez e do tremeluzir
das luzes.
We strangers know each other now...
March 22 2011, 9:55 PM
by Jessica Sol
é bastante
irresponsável o estado em que deixo as coisas, por aqui. que falo, que
tudo... dados lançados, camas desarrumadas, uma lua bem grande, corações
ao rubro, e duas almas fora de pé.
Eu sabia!
Eu sabia!
acordar todo dia esperando uma grande notícia, alguma coisa que atrapalhe o fluxo (tedioso) da existência, esse problema da insatisfação crônica como apontou aquele filme de 2008, 2009.. e já se passaram muitas muitas horas, que completaram vários pares de anos, e eu não percebo que a grande notícia é a própria vida, mas que bosta de notícia, eu não me contento, mas que bosta
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Feb 17 2011, 10:08 AMA. P. responded:I had always heard your entire life flashes in front of your eyes the second before you die. First of all, that one second isn't a second at all, it stretches on forever, like an ocean of time... For me, it was lying on my back at Boy Scout camp, watching falling stars... And yellow leaves, from the maple trees, that lined our street... Or my grandmother's hands, and the way her skin seemed like paper... And the first time I saw my cousin Tony's brand new Firebird... And Janie... And Janie... And... Carolyn. I guess I could be pretty pissed off about what happened to me... but it's hard to stay mad, when there's so much beauty in the world. Sometimes I feel like I'm seeing it all at once, and it's too much, my heart fills up like a balloon that's about to burst... And then I remember to relax, and stop trying to hold on to it, and then it flows through me like rain and I can't feel anything but gratitude for every single moment of my stupid little life... You have no idea what I'm talking about, I'm sure. But don't worry... you will someday.
resposta a aqueles que reclamam do eu te amo-bom dia
February 18 2011, 2:20 PM
by Jessica Sol
só não afasta o amor da sua vida, o amor pode
ser que seja trivial, qual é o grande problema nisso?! ele tá sempre tão
pertinho! não coloca o amor num pedestal, ele tem que andar sempre do
seu lado, e vc tem que esbarrar nele ao menos 3 vezes por semana, essa é
média das semanas normais, há ainda as extraordinárias onde
deliciosamente se esbarra nele todo dia, e há aquelas horas também nas
quais tudo o que se sente é o cheiro do amor, quando vc esbarra nele e o
engole e você vira o próprio amor, ele sai pelas suas narinas e vc
sente o cheiro, daí você acaba pronunciando o nome dele e o engole de
novo, isso é bom... mas essas horas são raras, se elas não tão por aí
não esqueça das 3 vezes por semana, ele tá por perto, naquelas músicas,
filmes, fotos, no seu travesseiro, eu penso que le tá em quase tudo e
não entendo muito a mania da gente de projetar o amor em pessoas, mas
não as culpo, eu faço isso também, mas como é perigoso...
January 25 2011, 11:41 AM
by Jessica Sol
Esse poeminha que vc me mandou é lindo,
lindo.. deixar rolar também é lindo, e étão simples né? Mas nadianta.
Tenho essa mania idiota de querer participar de tudo o q me acontece,
antes, durante e depois também, e deixar rolar não me permite isso, não
me permite NADA! E fico pensando no deixar rolar... é uma boa, sim, mas
todos sabem que o Rio é cheio de ladeira e fico imaginando uma pedrinha
rolando ali, ela tava parada como as pedras devem ficar, e por um motivo
qualquer ela tá rolando, e a gente sabe q as ladeiras daqui podem ser
bem acidentadas, as ladeiras não sabem o que querem, e as pedras vão
rolando, caindo nos buracos, tropeçando nas outras pedrinhas, rolando
nesse tempo presente, completamente fugaz, a pedrinha rolando porque a
ação da gravidade na ladeira (thiago) é mais forte que a vontade da
pedrinha (yo) de querer parar de rolar no momento agora, pq a ladeira de
thiago é tão bonita, mas como a pedra rola ela não vê direito, mas com
certeza é cheia de casinha colorida que ela viu de soslaio, e tem
bastante criança brincando nela pq a pedrinha ouve! e nas árvores tem
fruta pq ela cheira também! mas ela não tem certeza das casas,do riso,
da fruta, ela só supõe e como toda boa pedra é ansiosa para ter certeza,
é ansiosa como a chuva quer chover e inundar o começo da ladeira, e
trazer boiando outras pedras que já rolaram pela ladeira thiago...chuva
má! é claro, a pedrinha tem só 18 anos e isso é pouco pruma pedra por
isso ela rola e pensa besteiras, quem já viu ladeira inundar? o fim da
ladeira não é o fim da pedrinha, ela sabe, mas se a ladeira não mas é o
fim dessa estadia numa ladeira tão bonita.
de micael para jéssica.
December 20 2010, 3:33 PM
by Jessica Sol
"Não
sei o que faço com isso dentro de mim. Você faz tanta gente tão
feliz... Sinto que queria ser especial pra você. Sinto que você é uma
pessoa especial. Não só pra mim, pra muita gente. E sabe de uma coisa?
Você faz tanta gente se sentir especial... Bem, se todo mundo for
especial, ninguém mais vai ser. Mas você faz as coisas parecerem
diferentes. Você me faz acreditar em outras coisas, e me questionar. E
ver que eu concordo com o que eu pensava. Você me deixa com saudades;
você deixa tanta gente com saudades. Não sei se queria que fosse só eu.
Às vezes acho que uma parte de mim queria ser ‘mais’ especial... Mas só
uma pequena parte. A outra vibra com a bobeira do especial. Vejo nossas fotos, nossos momentos, nossos olhares capturados... Nossas viagens, nossas músicas: estamos em tudo! Até no que não vivemos, no que não sonhamos... Ai meu Deus! Quantas reticências! É que você me deixa assim, reticente... Três pontinhos de saudades, de lembranças, de muita coisa pra dizer e pra lembrar. Me cuido para não cansar você com meus “...”. A gente é lindo, você diz. Eu vejo e suspiro... suspiro. Suspiro e não sei mais o que fazer. Olho em volta, para ver se vejo mais alguma coisa que me lembre você. Mas não faz diferença, encontro você em qualquer coisa quando procuro. Até o que você não gostava me dá um sorriso!"
A.P.
fatalismo
December 7 2010, 7:01 AM
by Jessica Sol
A gente se sensibiliza, o animal se co-move.se co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-movese co-move.
nathalia.
December 16 2010, 6:21 PM
by Jessica Sol
dê-me um dia,
basta um dia, só um dia,
meio dia que seja,
um dia sem você dentro de mim,
me dá um dia sem as informações do seu rosto
lindo e do soar da sua voz
e do seu cabelo
cortado esquecido no colo suado e do seu dedo
tocando aquela corda do violão
e da sua voz
sussurrando a melodia daquela música
e dos seus olhos
virando de falso desprezo implicante por mim
e de tudo mais o que diz sobre você, mas, principalmente, desse seu sorrisinho...
dê-me um dia sem saber da sua existência, preciso ver se antes de saber de
você eu
estava bem feliz desse jeito.
basta um dia, só um dia,
meio dia que seja,
um dia sem você dentro de mim,
me dá um dia sem as informações do seu rosto
lindo e do soar da sua voz
e do seu cabelo
cortado esquecido no colo suado e do seu dedo
tocando aquela corda do violão
e da sua voz
sussurrando a melodia daquela música
e dos seus olhos
virando de falso desprezo implicante por mim
e de tudo mais o que diz sobre você, mas, principalmente, desse seu sorrisinho...
dê-me um dia sem saber da sua existência, preciso ver se antes de saber de
você eu
estava bem feliz desse jeito.
yo no buscaba nada y te vi
November 27 2010, 5:56 AM
by Jessica Sol
às vezes te odeio por quase um segundo, depois
te amo mais. e de novo eu relaciono essas músicas de amor que toda
família de classe média brasileira conhece, e também quando ouço, ah não
sei, foda-se ou que eu ouço,
eu não consigo entender essa sua rejeição, eu não consigo lidar, eu não sei como ainda estou aqui e como não consegui pôr em prática todos os meus planos de fuga de você, eu não sei e não entendo, eu já pensei que talvez, no fundo, vc não gostasse de meninas, ou que talvez no fundo você não gostasse de meninas como eu, daí focando num desses pontos eu armo uma tese para explicar sua rejeição a mim e caio novamente em algum plano de fuga mas daí você me diz que eu tou errada, que tava tudo errado, mas você também diz não entender, você diz porque entender eu sei que você entende e muito bem, mas não te culpo por nao querer me contar, eu só fico triste e calada pensando que não pode ser! não pode ser que todas aquelas canções do caetano e do nando e da cássia que canta nando afinal, não pode ser que o nosso amor que se encaixa tão bem nessas composições seja ...
cansei
eu não consigo entender essa sua rejeição, eu não consigo lidar, eu não sei como ainda estou aqui e como não consegui pôr em prática todos os meus planos de fuga de você, eu não sei e não entendo, eu já pensei que talvez, no fundo, vc não gostasse de meninas, ou que talvez no fundo você não gostasse de meninas como eu, daí focando num desses pontos eu armo uma tese para explicar sua rejeição a mim e caio novamente em algum plano de fuga mas daí você me diz que eu tou errada, que tava tudo errado, mas você também diz não entender, você diz porque entender eu sei que você entende e muito bem, mas não te culpo por nao querer me contar, eu só fico triste e calada pensando que não pode ser! não pode ser que todas aquelas canções do caetano e do nando e da cássia que canta nando afinal, não pode ser que o nosso amor que se encaixa tão bem nessas composições seja ...
cansei
November 29 2010, 12:53 PM by Jessica Sol
quando vc nao está, é aí que eu me declaro.
quando falo do meu amor pra você, não são declarações, são breves e falhas constatações do que sinto. Quando vc deixa teu cheiro em algo que me pertence, e longe de você eu o sinto, penso em você e me declaro ao pensar. Quando recuso o cortejo de um rapaz ou os sorrisos pretenciosos de uma antiga amiga, e até quando eu sozinha, olhando pra essa parede rabiscada, penso em umas palavras bonitinhas, umas imagens filtradas só porque tudo isto tem a cor da sua alma e porque no fundo é o que a gente quer, deixar que as nossas almas se entendam, e daí eu consigo te dar o meu amor a toa, assim de lambuja. lambuja? é, dou em palavras, em corpo e alma.
quando falo do meu amor pra você, não são declarações, são breves e falhas constatações do que sinto. Quando vc deixa teu cheiro em algo que me pertence, e longe de você eu o sinto, penso em você e me declaro ao pensar. Quando recuso o cortejo de um rapaz ou os sorrisos pretenciosos de uma antiga amiga, e até quando eu sozinha, olhando pra essa parede rabiscada, penso em umas palavras bonitinhas, umas imagens filtradas só porque tudo isto tem a cor da sua alma e porque no fundo é o que a gente quer, deixar que as nossas almas se entendam, e daí eu consigo te dar o meu amor a toa, assim de lambuja. lambuja? é, dou em palavras, em corpo e alma.
October 2 2010, 3:20 PM by Jessica Sol
recado aos humanos fazedores de provas de Humanas
de outra época eu trago
coisas que seus vestibulares ignoram
aquela lembrança de dançar xaxado
de olhar pela janela do trem de Dom Casmurro
os negros em revolta
do sal para conservar carnes
do pão escasso em Pernambuco
do jornalista que escreveu com o exílio a história nacional
e acreditava no seu jornal
na outra época não havia
v e s t i b u l a r
nem produção industrial
não havia vacina
não havia BRs, só ferrovias
na outra época
os moços eram educados
pediam licença, diziam obrigado
viajavam de pé no bonde
morria-se de febre
morria-se de vergonha
morria-se de amor
na outra época não havia
geladeira
celular
internet
não existia você
e muito menos eu
na outra época
sem tanta escravidão mascarada em vestibular, em PhD, em curriculums mentirosos
em contas e impostos, em votos obrigatórios,
sem tanto lixo acadêmico que me fazem engolir
sem a obrigação penosa de "ser alguém", de levar uma merda de vida média
se nascia sendo ninguém, e assim se morria, e sem o fardo!
naquela época, sim
era mais fácil morrer, sim
mas era mais fácil viver
de outra época eu trago
coisas que seus vestibulares ignoram
aquela lembrança de dançar xaxado
de olhar pela janela do trem de Dom Casmurro
os negros em revolta
do sal para conservar carnes
do pão escasso em Pernambuco
do jornalista que escreveu com o exílio a história nacional
e acreditava no seu jornal
na outra época não havia
v e s t i b u l a r
nem produção industrial
não havia vacina
não havia BRs, só ferrovias
na outra época
os moços eram educados
pediam licença, diziam obrigado
viajavam de pé no bonde
morria-se de febre
morria-se de vergonha
morria-se de amor
na outra época não havia
geladeira
celular
internet
não existia você
e muito menos eu
na outra época
sem tanta escravidão mascarada em vestibular, em PhD, em curriculums mentirosos
em contas e impostos, em votos obrigatórios,
sem tanto lixo acadêmico que me fazem engolir
sem a obrigação penosa de "ser alguém", de levar uma merda de vida média
se nascia sendo ninguém, e assim se morria, e sem o fardo!
naquela época, sim
era mais fácil morrer, sim
mas era mais fácil viver
October 19 2010, 8:51 AM by Jessica Sol
eu aqui sentada no meio da tarde quente, não
posso perder nem um minuto teu, nem um sorriso teu posso perder, e nem
uma palavra (principalmente aquelas não ditas que você preza tanto e eu
não me apercebo), e nem um gesto atrapalhado, e nem...
Pois amo-te apesar das fronteiras que ainda existem entre nós (sim) ,amo-te inteiro, até os subterrâneos.
Pois amo-te apesar das fronteiras que ainda existem entre nós (sim) ,amo-te inteiro, até os subterrâneos.
a parte pelo todo
August 17 2010, 6:27 PM
by Jessica Sol
michangelo disse uma vez que para julgarmos
uma escultura, temos que jogá-la de uma montanha a baixo e ver as
partes quebradas. As peças que continuam a compor a bela escultura. As vezes a vida é assim, nos joga de uma montanha e ficamos em pedaços e descobrimos que aqueles pedaços que sobram são realmente o importante e o que temos que dar valor.
August 12 2010, 1:51 PM
by Jessica Sol
Deixar rolar. duas palavras miseráveis. eu,
ansiosa, não posso ouví-las.então, em um dos meus raros momentos de
ócio, começo pensar no que significa esta frase que as pessoas insistem
tanto em me dizer. Deixar rolar… DEI-XAR RO-LAR. D-E-I-X-A-R R-O-L-A-R
sabe aquela cantada podre,podre, que diz.. “Tinha uma pedra no topo de uma ladeira, alguém chuta… Rola ou não rola?"
Hoje eu só fico pensando na coitada da pedra.
Então, ela tá lá no topo da ladeira. parada como as pedras devem ficar. por um motivo qualquer, ela se solta do seu lugar e começa a descer.quem mora aqui no Rio sabe q as ladeiras podem ser bem acidentadas. as ladeiras não sabem o que querem! não sabem se querem namorar, não sabem se querem só umas boas noites de conversas, reflexões,filmes e beijinhos com a pedra que rola. e as pedras vão rolando, caindo nos buracos, tropeçando nas outras pedras. sabendo de tudo isso,, de todo o caminho q a pedra percorre ao rolar, com outras pedras q também estão rolando, como ainda tem coragem de dizer-me: “deixa rolar”? afinal, a pedra pode se fuder bacaninha quando chegar no final da ladeira.
afinal... nesse jogo de vontades não ditas, largadas meio ali nas entrelinhas, só é possível fazer uma coisa: ouvir os amigos, ouvir coisas que gosto de ouvir mas nunca aplicarei, eu
não sei deixar rolar.
sabe aquela cantada podre,podre, que diz.. “Tinha uma pedra no topo de uma ladeira, alguém chuta… Rola ou não rola?"
Hoje eu só fico pensando na coitada da pedra.
Então, ela tá lá no topo da ladeira. parada como as pedras devem ficar. por um motivo qualquer, ela se solta do seu lugar e começa a descer.quem mora aqui no Rio sabe q as ladeiras podem ser bem acidentadas. as ladeiras não sabem o que querem! não sabem se querem namorar, não sabem se querem só umas boas noites de conversas, reflexões,filmes e beijinhos com a pedra que rola. e as pedras vão rolando, caindo nos buracos, tropeçando nas outras pedras. sabendo de tudo isso,, de todo o caminho q a pedra percorre ao rolar, com outras pedras q também estão rolando, como ainda tem coragem de dizer-me: “deixa rolar”? afinal, a pedra pode se fuder bacaninha quando chegar no final da ladeira.
afinal... nesse jogo de vontades não ditas, largadas meio ali nas entrelinhas, só é possível fazer uma coisa: ouvir os amigos, ouvir coisas que gosto de ouvir mas nunca aplicarei, eu
não sei deixar rolar.
não preciso,
August 2 2010, 4:02 PM
by Jessica Sol
não preciso nem falar que me sinto prenha de um filho morto...é viver em um limbo até que a situação se torne insuportável e ridícula.
solo la poesia
"Solo la poesia es clarividente."
Deitada, essa foi a última frase que li, e agora a digo, e é verdade. E assim dormi sobre meu coração. E sonhei que deixar o meu quarto significaria deparar-me com dezenas de sonhos difíceis e que, um a um, esses sonhos me impediriam de voltar a sonhar. Eu sei disso tudo porque há pouco estive com eles e tive que voltar
Deitada, essa foi a última frase que li, e agora a digo, e é verdade. E assim dormi sobre meu coração. E sonhei que deixar o meu quarto significaria deparar-me com dezenas de sonhos difíceis e que, um a um, esses sonhos me impediriam de voltar a sonhar. Eu sei disso tudo porque há pouco estive com eles e tive que voltar
June 17 2010, 3:17 PM
by Jessica Sol
eu
deitei pq estava um pouco triste e qdo durmo eu espanto a tristeza. eu
era um passarinho sem alpiste, um preso tentando fugir por uma tereza.
ñ havia nada que me deixasse feliz, blocos de um carnaval que ainda
nem saiu, gaitas, malabares no sinal, tudo que não deu certo por um
triz , e eu chorava com meu olho cheio de sal. euñ sei nadar direito, ñ
sei falar inglês bem, ñ sei ver horas em relógio
de ponteiro, mas eu entendo mto bem que quando sorrio nos bares e
esquinas da vida há muita melancolia. eu tenho medo dos celulares que
explodem, eu tenho medo das pessoas que fogem, eu tenho medo do tempo
que me ignora e sem qe eu queira vai me levando embora eu tenho medo
das histórias incompletas e de morrer sem terminar as tarefas.
Por que tardas, meu anjo! oh! vem comigo.
Serei teu, serás minha... É um doce abrigo
A tenda dos amores!
Longe a tormenta agita as penedias...
Aqui, ao som de errantes harmonias,
Se adormece entre flores.
Quando a chuva atravessa o peregrino,
Quando a rajada a galopar sem tino
Açoita-lhe na face,
E em meio à noite, em cima dos rochedos,
Rasga-se o coração, ferem-se os dedos,
E a dor cresce e renasce...
A porta dos amores entreaberta
É a cabana erguida em plaga incerta,
Que ampara do tufão...
O lábio apaixonado é um lar em chamas
E os cabelos, rolando em espadanas,
São mantos de paixão.
Oh! amar é viver... Deste amor santo
— Taça de risos, beijos e de prantos
Longos sorvos beber...
No mesmo leito adormecer cantando...
Num longo beijo despertar sonhando...
Num abraço morrer.
Oh! amar é ser Deus!... Olhar ufano
O céu azul, os astros, o oceano
E dizer-lhes: "Sois meus!"
Fazer que o mundo se transforme em lira,
Dizer ao tempo: "Não... Tu és mentira,
Espera que eu sou Deus!"
Amemos! pois. Se sofres terei prantos,
Que hão de rolar por terra tantos, tantos,
Como chora um irmão.
Hei de enxugar teus olhos com meus beijos,
Escutarás os doces rumorejes
D'ave do coração.
Depois... hei de encostar-te no meu peito,
Velar por ti — dormida sobre o leito —
Bem como a luz no altar.
Te embalarei com uma canção sentida,
Que minha mãe cantava enternecida
Quando ia me embalar.
Amemos, pois! P'ra ti eu tenho nalma
Beijos, prantos, sorrisos, cantos, palmas...
Um abismo de amor...
Sorriso de uma irmã, prantos maternos,
Beijos de amante, cânticos eternos,
E as palmas do cantor!
Ah! fora belo unidos em segredo,
Juntos, bem juntos... trêmulos de medo,
De quem entra no céu,
Desmanchar teus cabelos delirante,
Beijar teu colo!... Oh! vamos minha amante,
Abre-me o seio teu.
Eu quero teu olhar de áureos fulgores,
Ver desmaiar na febre dos amores,
Fitos fitos... em mim.
Eu quero ver teu peito intumescido,
Ao sopro da volúpia arfar erguido
O oceano de cetim
Não tardes tanto assim... Esquece tudo...
Amemos, porque amar é um santo escudo,
Amar é não sofrer.
Eu não posso ser de outra... Tu és minha,
Almas que Deus uniu na balça edênea
Hão de unidas viver.
Meu Deus!... Só eu compreendo as harmonias,
De tua alma sublime as melodias
Que tens no coração.
Vem! Serei teu poeta, teu amante...
Vamos sonhar no leito delirante
No templo da paixão.
Dama Negra (Castro Alves)
Serei teu, serás minha... É um doce abrigo
A tenda dos amores!
Longe a tormenta agita as penedias...
Aqui, ao som de errantes harmonias,
Se adormece entre flores.
Quando a chuva atravessa o peregrino,
Quando a rajada a galopar sem tino
Açoita-lhe na face,
E em meio à noite, em cima dos rochedos,
Rasga-se o coração, ferem-se os dedos,
E a dor cresce e renasce...
A porta dos amores entreaberta
É a cabana erguida em plaga incerta,
Que ampara do tufão...
O lábio apaixonado é um lar em chamas
E os cabelos, rolando em espadanas,
São mantos de paixão.
Oh! amar é viver... Deste amor santo
— Taça de risos, beijos e de prantos
Longos sorvos beber...
No mesmo leito adormecer cantando...
Num longo beijo despertar sonhando...
Num abraço morrer.
Oh! amar é ser Deus!... Olhar ufano
O céu azul, os astros, o oceano
E dizer-lhes: "Sois meus!"
Fazer que o mundo se transforme em lira,
Dizer ao tempo: "Não... Tu és mentira,
Espera que eu sou Deus!"
Amemos! pois. Se sofres terei prantos,
Que hão de rolar por terra tantos, tantos,
Como chora um irmão.
Hei de enxugar teus olhos com meus beijos,
Escutarás os doces rumorejes
D'ave do coração.
Depois... hei de encostar-te no meu peito,
Velar por ti — dormida sobre o leito —
Bem como a luz no altar.
Te embalarei com uma canção sentida,
Que minha mãe cantava enternecida
Quando ia me embalar.
Amemos, pois! P'ra ti eu tenho nalma
Beijos, prantos, sorrisos, cantos, palmas...
Um abismo de amor...
Sorriso de uma irmã, prantos maternos,
Beijos de amante, cânticos eternos,
E as palmas do cantor!
Ah! fora belo unidos em segredo,
Juntos, bem juntos... trêmulos de medo,
De quem entra no céu,
Desmanchar teus cabelos delirante,
Beijar teu colo!... Oh! vamos minha amante,
Abre-me o seio teu.
Eu quero teu olhar de áureos fulgores,
Ver desmaiar na febre dos amores,
Fitos fitos... em mim.
Eu quero ver teu peito intumescido,
Ao sopro da volúpia arfar erguido
O oceano de cetim
Não tardes tanto assim... Esquece tudo...
Amemos, porque amar é um santo escudo,
Amar é não sofrer.
Eu não posso ser de outra... Tu és minha,
Almas que Deus uniu na balça edênea
Hão de unidas viver.
Meu Deus!... Só eu compreendo as harmonias,
De tua alma sublime as melodias
Que tens no coração.
Vem! Serei teu poeta, teu amante...
Vamos sonhar no leito delirante
No templo da paixão.
Dama Negra (Castro Alves)
para pedro
May 4 2010, 4:36 PM
by Jessica Sol
Arrependimento é amadurecimento. Ano de vestibular, cruel, desumano,
blablabla. É o ano de parar de viver um pouco e começar a pensar nas
coisas que passaram e FINALMENTE, me arrepender de uma ou outra e por
Deus, não deixar isso acontecer novamente. Este post soa como um
desabafo e ninguém vai entender muito bem justamente porque o é. E sim,
este post é uma grande indireta a um menino que provavelmente nunca virá
a ler estas linhas, é incrível o meu potencial de afastar as pessoas
que se REALMENTE se interessam por mim. Você me passou algumas, na
verdade duas (você sempre foi minimalista), enfim, duas músicas que na
época, me tocaram de uma forma bem branda, e hoje, agora, ao ouvir uma
delas, a ficha caiu, o telhado caiu, eu até chorei! Há um muito tempo
atrás nos conhecemos na casa de uma pessoa que eu não sei quem, ao som
de Los Hermanos e Queen, e eu não entendia o seu gosto musical, e não
entendia pra onde seus olhos olhavam... um olhar confuso, e a parte
morfologicamente confusa é o de menos, era teu charme, vc olhava confuso
pro meu coração... vc o via, mesmo! Há um tempo vc veio até minha porta
umas duas ou três vezes, me viu acabada, me viu arrumada, vc me viu
chorando pela morte da minha mãe, vc me viu lamentando a crueldade do
sistema capitalista que não me permite pensar, vc me viu recitando
poesias e falando de livros e filmes e pintores, minha marca registrada,
você, na madeira, esculpiu um pingente em formato de sol e você me
mandou duas músicas... você gaguejou, vc se abriu e se entregou, e eu,
sutilmente, recusei, me afastei, eu recusei... dá pra acreditar nisso?
Hoje em dia você namora uma menina, linda linda e infelizmente, nao
consigo desgostar dela. E pode ter certeza, é por simples respeito a
este namoro que não grafo teu nome aqui, nem em nenhum lugar, não falo,
não suspiro, não escrevo seu nome. Mas a lágrima que um dia me queimará a
face me forçará a fazê-lo. Devo admitir, anseio este dia e já sinto
saudade "de tudo o que eu ainda não vi." e escrevo esse post ao som
do que me fez refletir sobre isso tudo, "Martha My Dear", Beatles. E
claro, recordações da tua voz. Porque o resto teu, eu, tola, não quis
conhecer, e não te permiti mostrar.
É isso, tenho que ir.
É isso, tenho que ir.
But nothing can change the fact that we used to share a bed.
.. and that's whi it scared me so when you turned to me and said:
"Yeah, you look like someone
Yeah you look like someone who up and left me low.
Girl, you look like someone I used to know."
"Yeah, you look like someone
Yeah you look like someone who up and left me low.
Girl, you look like someone I used to know."
desfavelado
Me tiraram do meu morro
me tiraram do meu cômodo
me tiraram do meu ar
me botaram neste quarto
multiplicado por mil
quartos de casas iguais.
Me fizeram tudo isso
para o meu bem. E meu bem
ficou lá no chão queimado
onde eu tinha o sentimento
de viver como queria
no lugar onde queria
não onde querem que eu viva
aporrinhado devendo
prestação mais prestação
da casa que não comprei
mas compraram para mim.
Me firmo, triste e chateado,
Desfavelado.
Carlos Drummond de Andrade
bem temperado.
Tem gente que faz assim: não diz
nem não, nem sim. nem talvez. são os cozinheiros da vida alheia:
cozinham os outros, em fogo baixo, sob o lema "melhor deixar aí perto,
vai que eu preciso depois". E tem besta que aceita ficar no fogo,
cozinhando. Tem besta que espera.
Untitled
November 14 2009, 6:28 PM
by Jessica Sol
Na minha frente uma garrafa de água já quente, dvds, cigarros, pessoas
queridas e um cheiro delicioso vindo da cozinha... e dentro de mim,
dentro de mim não há nada disso, não há garrafas nem dvds, não há
pessoas e não há impressoras, câmeras, livros... do que vale sustentar
isso tudo, se no final, não.. no final nao, agora, amanhã e sempre, só
haverá a música, pensamentos, e alguns batimentos... ?
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