quinta-feira, 30 de maio de 2013
agorinha,
eu pintava um quadro. numa explosão, esqueço que eu tô no meu quarto,
que há uma cama e parede, roupas, há coisas. sujo a cama, a parede, as
coisas - nada de muito grave. meu pai entra e profere um sermão; tento
explicar que aquelas gotas de tinta não fazem a menor diferença -
continuarei me cobrindo, me sentando, as coisas continuarão sendo e
funcionando, realmente!!; outro sermão e ele
sai. claro, sujar a propriedade significa, aqui, não protegê-la. sujar a
propriedade significa transformá-la em parte do meu trabalho, parte de
mim, utilizando um raciocínio que é muito anterior à falação liberal.
sujar a boca comendo qualquer coisa é participar do processo
intimamente; não pode! o feijão no dente, a mancha de desodorante
naquela blusa branca também; o suor que molha a roupa, a menstruação
inesperada, tudo o que é sujeira é exposição, é você... é risível! era
só isso q eu queria falar agora, como eles são geniais... a jogada da
limpeza e toda a subjetividade que carrega é bizarramente genial e
nojenta
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário