Uma vez perguntei à minha prima Natália, uma artesã de mão cheia, como que se fazia um ponto final perfeito durante a costura. Ela diz: "Ih, não sei, o ponto final é sempre uma loucura, um improviso!". Hoje fiquei pensando se a vida não é exatamente assim, os pontos finais, aquele último ato de um grande processo ou experiência não é exatamente um grande improviso, grosseiro, arcaico e poderoso por sua inevitabilidade brutal. E a gente insistindo em orquestrar circunstâncias.
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